De Perto Ninguém É Normal.

Normal

DE PERTO NINGUÉM É NORMAL

Vistos do alto,  somos todos aparentemente iguais. Porém, um olhar mais atento, com maior aproximação, nos revela, por vezes, diferenças gritantes. O “som” é tão alto que existe a necessidade de um esforço maior de nossa parte para enxergar/escutar além do óbvio.

Um bom exemplo disso é a internet. Aqui você encontra pessoas que são outras pessoas por uma infinidade de razões, tanto boas quanto ruins. Você se lembra do caso daAmanda Todd?

Há também nosso próprio olhar que nos ajudar prejulgar o que e quem quer que seja: se essa pessoa ou coisa se encaixa em nossos padrões, sim, ela é normal e nos faz bem. Se não, está descartada. Atribuímos-lhe um valor que não tem ou retiramos o que tem. E frequentemente nos arrependemos para mal ou para bem (se ainda não o fez, veja o post.  A feiura está nos olhos de quem vê e reflita um pouco).

Agora que já refletiu, talvez esteja mais preparado para o que vem mais adiante neste texto.

Independente da situação em que se encontra, você tem padrões, modelos, conceitos e preconceitos que ditam o que é bom ou ruim, apesar de toda a subjetividade que envolve estes assuntos.

Como no vídeo a que assistiu, eu e você julgamos assim: de perto. Contudo, se pensar um pouquinho perceberá que a mesma situação, vista de outra perspectiva, que nos inundasse em empatia, iria nos dar a sensação de que faríamos diferente.

Como ilustração, permita-me compartilhar com você uma experiência que tive há alguns anos ao assistir a um noticiário que fazia cobertura da prisão de um estuprador.

Após assistir o início da reportagem, inflamado pelo apresentador, achei ser mais do que justo o bandido ser apresentado daquela forma: sujo, com olhos inchados por ter apanhado, com algumas escoriações da mesma surra que levou dos policiais e vestindo apenas uma calcinha. Isso mesmo: uma calcinha! Achei um castigo merecido, afinal ele fora apanhado com “a mão na massa”. A moça só não fora estuprada por causa da intervenção dos policiais. O criminoso estava nu em cima dela quando foi preso.

Tenho quase certeza de que você se juntaria a mim na indignação contra o estuprador.

O problema foi ter acompanhado a reportagem até o final.

Somos seres mais emocionais que racionais e isto não é bom nem ruim. É neutro. O que fazemos com as emoções e a razão, segundo nossa perspectiva, que é o problema.

Algumas vezes, as mesmas emoções que nos levam a odiar um desconhecido fazem-nos justificar alguém relacionado a nós com quem verdadeiramente nos importamos.

Tudo bem, voltemos à história do quase estupro. Depois de receber o pagamento à vista por sua ação, ao ser levado somente de calcinha e diante de várias pessoas e repórteres que ali se encontravam, o ser humano começou a chorar copiosamente. Neste instante, percebendo sua dor, seu desespero, angústia e medo, tive compaixão dele. Não estou ignorando o que estava prestes a fazer. Agora não estou falando do estuprador ou do bandido ou do criminoso ou ainda do monstro. Estou falando do ser humano.

Percebi, naquele momento, que minhas percepções, que são baseadas em minha emoção e em minha razão fazem de mim um ser dúbio. Está bem, sei que isso não é novidade alguma. Todos nós somos assim, aceitemos ou não.

Lembra-se do que está escrito na página inicial deste Blog a respeito de verdades absolutas condicionais e incondicionais? Pois bem, continuemos.

Em algum momento, mesmo aquele criminoso precisava de misericórdia e compaixão e, sim, estas duas coisas são dadas a quem não merece por isso têm esses nomes.

Quando usamos um transporte público qualquer – e aqui vamos pegar o metrô – nos deparamos com centenas de pessoas diariamente que, em princípio, não significam coisa alguma para nós. Rostos apáticos e desconhecidos, que ficam alguns minutos diante nós (ou muitos, dependendo da distância entre sua casa e seu trabalho), desaparecem de nossas mentes como em um passe de mágica simplesmente porque não fazem parte de qualquer coisa relacionada a nós ou que possa se relacionar.

Entretanto, se algo que pode nos conectar acontecer, mudamos o curso de uma história ou de várias. Passamos, então, a notar que não somos tão iguais assim e essa diferença nos encanta, atrai, desperta a curiosidade, impele, revela, corrompe e… deixe-me parar por aqui.

O que estou tentando dizer é que, quando trazemos alguém para perto de nós – voluntariamente, diga-se de passagem – colocamos sobre esta pessoa o que somos idealisticamente falando e, geralmente, vemos o que gostaríamos de ver. Quando isso acontece, de perto, todo mundo é surreal. A pessoa nos encanta, atrai… ok, ok. Sei que você já me entendeu. É tudo tão fantástico, não é mesmo?

Pois é, a danada da perspectiva vai sofrer mutações novamente.

Você lembra quando disse lá em cima que julgamos de perto? Pois bem, às vezes, mesmo quando estamos fisicamente perto, mantemo-nos distantes por acharmos ser muito trabalhoso conhecer o outro e, de fato, o é. O outro é diferente de nós e se esta diferença não for algo que nos atraia, nos repele. Assim, não nos damos a oportunidade de mudar histórias de uma forma consciente. Isso acontece porque, a menos que haja algum interesse de nossa parte na pessoa ou coisa em questão, não vamos além do superficial. Afinal, estamos todos sempre muito ocupados. Mas já parou para pensar que toda essa superficialidade realmente nos incomoda quando é direcionada a nós? É quando VOCÊ é visto de perto por alguém que não faz questão de que você esteja perto. Fisicamente perto, mas emocionalmente distante.

Aqui a razão não tem uma voz muita ativa. Talvez ela até tente, mas não consegue falar mais alto que as emoções que inicialmente nos fizeram rejeitar ou rejeitados. É ironicamente engraçado pensar que, às vezes, fazemos exatamente o que outra pessoa fez e nos magoou e chateou.

Por que será que isso acontece assim?

Acho que é por causa da “proximidade distante” de que tenho falado neste texto. Talvez as pessoas tenham se tornado tão próximas que perderam a noção do que é realmente importante: viver. Viver um tipo de vida que tornaria a presença e companhia um do outro algo único e precioso. Viver de forma a entender que o mesmo erro/defeito de um não pode encontrar qualquer tipo de justificativa quando sou eu que erro.

Você escolhe como quer ver as coisas e as pessoas. Não seja indiferente com quem é diferente de você. Fazendo assim, você atrairá pessoas, situações e condições favoráveis a torná-lo uma pessoa melhor.

Somos todos diferentes e esta diferença é que nos faz complementares.

Aproveite tudo. Aproveite a vida.

Seis Lições Para A Vida (original em inglês)

  • SIX LESSONS OF LIFE
    Lesson 1: Naked Wife
    A man is getting into the shower just as his wife is finishing up her shower when the doorbell rings. The wife quickly wraps herself in a towel and runs downstairs. When she opens the door, there stands Bob, the next door neighbor. Before she says a word, Bob says, “I’ll give you $800 to drop that towel.” After thinking for a moment, the woman drops her towel and stands naked in front of Bob.After a few seconds, Bob hands her $800 dollars and leaves. The woman wraps back up in the towel and goes back upstairs. When she gets to the bathroom, her husband asks,…“Who was that?” “It was Bob the next door neighbor,” she replies. “Great!” the husband says, “Did he say anything about the $800 he owes me?”Moral of the story:
    If you share critical information pertaining to credit and risk with your shareholders in time, you may be in a position to prevent avoidable exposure.

    “Lesson 2”

    A sales rep, an administration clerk, and the manager are walking to lunch when they find an antique oil lamp. They rub it and a Genie comes out. The Genie says, “I’ll give each of you just one wish” “Me first! Me first!” says the administration clerk. “I want to be in the Bahamas, driving a speedboat, without a care in the world.” Poof! She’s gone. “Me next! Me next!” says the sales rep. “I want to be in Hawaii,relaxing on the beach with my personal masseuse, an endless supply of Pina Coladas and the love of my life.” Poof! He’s gone. “OK, you’re up,” the Genie says to the manager. The manager says, “I want those two back in the office after lunch.”

    Moral of the story: Always let your boss have the first say

    “Lesson 3”

    A priest offered a lift to a Nun. She got in and crossed her legs, forcing her gown to reveal a leg. The priest nearly had an accident. After controlling the car, he stealthily slid his hand up her leg. The nun said,”Father, remember Psalm 129?” The priest removed his hand. But,changing gears, he let his hand slide up her leg again. The nun once again said, “Father, remember Psalm 129?” The priest apologized “Sorry sister but the flesh is weak.” Arriving at the convent, the nun went on her way. On his arrival at the church, the priest rushed to look up Psalm 129. It said, “Go forth and seek, further up, you will find glory.”

    Moral of the story: If you are not well informed in your job, you might miss a great opportunity

    “Lesson 4”

    A crow was sitting on a tree, doing nothing all day. A rabbit asked him,”Can I also sit like you and do nothing all day long?” The crow answered: “Sure, why not.” So, the rabbit sat on the ground below the crow, and rested.

    …A fox jumped on the rabbit and ate it.

    Moral of the story: To be sitting and doing nothing, you must be sitting very high up

    “Lesson 5: Power of Charisma”

    A turkey was chatting with a bull “I would love to be able to get to the top of that tree,” sighed the turkey, but I haven’t got the energy.” “Well, why don’t you nibble on my droppings?” replied the bull. “They’re packed with nutrients.” The turkey pecked at a lump of dung and found that it gave him enough strength to reach the lowest branch of the tree. The next day, after eating some more dung, he reached the second branch. Finally after a fourth night, there he was proudly perched at the top of the tree. Soon he was spotted by a farmer, who shot the turkey out of the tree.

    Moral of the story: Bullshit might get you to the top, but it wont keep you there

    Lesson 6

    A little bird was flying south for the winter. It was so cold the bird froze and fell to the ground into a large field. While he was lying there, a cow came by and dropped some dung on him. As the frozen bird lay there in the pile of cow dung, he began to realize how warm he was. The dung was actually thawing him out! He lay there all warm and happy, and soon began to sing for joy. A passing cat heard the bird singing and came to investigate. Following the sound, the cat discovered the bird under the pile of cow dung, and promptly dug him out and ate him.

    Moral of the story:
    1. Not everyone who shits on you is your enemy
    2. Not everyone who gets you out of shit is your friend
    3. And when you’re in deep shit, it’s best to keep your mouth shut !

    – Jay Sedhani