Perdão Para Hoje!

“Quem perdoa uma ofensa mostra que tem amor, mas quem fica lembrando o assunto estraga a amizade”. Provérbios 17:9 (NTLH)

“Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. Pois, se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não perdoará as ofensas de vocês”. Mateus 6:12,14,15 (NVI)

Você realmente acredita nisto? Por favor, assista e comente.

Referências:

http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=05225

 

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Perdoar É Preciso

Texto de Miriam Barros, Psicóloga, sob o título “Guardar mágoas traz prejuízos à saúde de nosso corpo. Perdoar evita o estresse e economiza nossas energias”, publicado no portal MSN, em 20/06/2011.

Quando alguém nos desaponta, nos fere, quando perdemos algo importante ou sofremos alguma injustiça, a raiva e a indignação são sentimentos normais, mas o problema é quando esses sentimentos se transformam em mágoa e amargura. No livro “O poder do perdão”, o psiquiatra americano Fred Luskin, apresenta a sua experiência e estudos sobre esse tema. Ele demonstra que o processo de perdoar pode ser treinado e desenvolvido. Ele utiliza a metáfora de um aeroporto, que está com o tráfego aéreo congestionado, para explicar como fica a mente de uma pessoa, sobrecarregada pelas mágoas. Cada avião que está no ar é comparado a uma mágoa, que enquanto não pousa, fica exigindo energia e exaurindo os seus recursos.

Quando guardamos uma mágoa e pensamos na dor que sofremos, o cérebro reage como se estivéssemos em perigo naquele momento. Ele produz substâncias químicas ligadas ao estresse, que limitam as nossas ações. A parte pensante do cérebro fica limitada, é quando agimos sem pensar para nos livrarmos da sensação de perigo.

Portanto, a mágoa consome muita energia, pois cada vez que contamos o que aconteceu, os mesmos sentimentos são desencadeados. O cérebro não sabe distinguir se aquela traição ou agressão aconteceu agora ou há três anos.

Assim como escolhemos o canal de TV que queremos assistir, também podemos aprender a escolher qual o “canal” que estará passando na nossa mente. Podemos escolher pensar no quanto fomos vítimas, o quanto fomos machucados, e com isso perpetuar o nosso sofrimento ou podemos escolher pensar no quanto fomos fortes para sobreviver ao que aconteceu e mudar o nosso foco. Não significa que devamos passar por cima da tristeza, da dor e da raiva que sentimos, mas precisamos aprender que existe um tempo para esses sentimentos.

Uma forma de mudarmos o “canal” da nossa mente é pensar em como podemos mudar a história da nossa dor. Qual a história que contamos para nós mesmos sobre o que nos aconteceu?

Relembrar o fato, falar disso inúmeras vezes, ficar no lugar de “vítimas” dentro da história que contamos, nos dá a sensação de que o sofrimento que passamos não será esquecido e que se abandonarmos esse lugar, quem nos fez sofrer ficará liberado de pagar pelo que fez. Mas, conservar a mágoa, nos mantém ligados de forma ineficaz à pessoa que nos fez sofrer.

O outro provavelmente não está sofrendo, nem mais e nem menos, só porque mantemos a mágoa dentro de nós.

Cada vez que contamos a história da nossa dor, ressaltando o quanto fomos vitimas daquela pessoa e enfatizando o quanto ela foi cruel conosco, continuamos dando poder a ela. Ficamos presos num papel que não deveria ser mais o nosso. Precisamos ultrapassar esse momento, precisamos nos curar.

Que tal parar um pouco e reformular a história da nossa dor? Sem forçar acontecimentos ou inocentar ninguém, mas colocando um foco nas nossas atitudes, no que fizemos e podemos fazer de construtivo diante do que aconteceu.

Se este texto ajudou você de alguma forma, deixe um comentário abaixo.

Evite Regar As Cascas.

(Retirado do blog Poema Figurado de minha amiga Lívia Pereira)

“Creio que quando sentimos necessidade de apelar pela atenção de alguém é que temos certeza de que não a temos.

Implorar pelo carinho do outro,

Desejar seu amor é sinônimo exato (sim, porque não há sinônimos exatos) de que nunca o teremos.

Sentimentos são sementes e não é muito comum você implorar pra que a semente cresça

Isso acontece naturalmente

o máximo que se pode fazer é regar o que já está certo…

Evite regar as cascas!

Lívia Pereira”.